
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Segunda-feira

quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Estranho Povo

Nunca estamos satisfeitos com nada. Se não temos trabalho, é porque não temos trabalho. Mas quando o temos, a sempre algo de que nos queixamos.
Um grande amigo meu diz que isso é o espírito "português", pois somos o povo mais insatisfeito que existe. Nunca estamos bem, mas em vez de gastar as energias emendando o que está mal, preocupamo-nos em lamentar incessantemente o que nos desagrada.
Mas nem me considero uma pessoa assim tão pessimista, com espírito negativo... Chateia-me de facto passar 8h em pé sem fazer nada, terminando o dia com uma dor de costas insuportável. Mas esforço-me por manter um sorriso e esbanjar simpatia para agradar a quem po ali passa. Afinal, essa é a principal função de uma promotora. E embora este trabalho seja temporário e eu não tenha propriamente necessidade de agradar a quem me contratou, prefiro fazer o que tenho a fazer com um mínimo de perfeição.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
A importância do sorriso

O sorriso não é o mesmo que o riso. Separa-os um fosso tão grande como o que separa as lágrimas silenciosas, diante de um desgosto, dos gritos histéricos e lancinantes de quem não sabe dominar-se. Bergson escreveu: "O riso é algo que irrompe num estrondo e vai retumbando como o trovão na montanha, num eco que, no entanto, não chega ao infinito". O sorriso, pelo contrário é silencioso como chuva mansa que cai e fertiliza a terra ou como brisa suave que acaricia e refresca o rosto. Enquanto o riso é extroversão, o sorriso desvenda delicadamente o interior de quem sorri.
O poder do sorriso é grande, e saber sorrir é algo de muito importante. Antoine de Saint-Exupéry diz: "No momento em que sorrimos para alguém, descobrimo-lo como pessoa, e a resposta do seu sorriso quer dizer que nós também somos pessoa para ele".
O sorriso traduz, geralmente, um estado de alma; é um convite a entrar na intimidade de alguém, a participar do que lhe vai no íntimo. É por isso que o homem é o únic
o animal que sorri; e, como é dotado de inteligência e vontade, pode sorrir quando tudo vai bem ou sorrir mesmo que as coisas corram menos bem - tudo se resume na harmonia interior.
O sorriso é o que primeiro acontece quando um rapaz e uma rapariga se olham e se enamoram. Não sabem explicar por que se enamoram, mas é-lhes impossível deixar de sorrir um para o outro, num sorriso cúmplice de quem não precisa de palavras para dizer o que sente. Se o enamoramento continua vem a fase em que, juntos, acham graça a tudo, sem prestarem atenção a nada do que os rodeia. Então, por vezes o seu sorriso muda-se em riso estrondoso, mas cristalino manifestando toda a força da sua juventude. Se o enamoramento leva ao namoro e este ao amor que conduz ao casamento estável, então saber sorrir é fundamental para vencer o desgaste da rotina do dia a dia e para evitar o afastamento de dois seres que, vivendo muito perto, estão interiormente afastados - não estão em sintonia.
É pois muito importante saber sorrir. Um sorriso pode dissipar uma angústia, se for simpático, ou aumentá-la se for sarcástico; pode estimular um trabalho, se for de aprovação, ou desanimar quem trabalha se for cínico; pode criar uma amizade, se for sincero e transparente, ou um afastamento se for hipócrita; pode humilhar de modo irreversível se não for autêntico e espontâneo.
O sorriso pode ser um grande auxiliar na educação. Não o sorriso que pactua com a asneira, mas o sorriso que acompanha uma repreensão justa e que mostra ao visado que, apesar da dureza e firmeza da repreensão, há amizade e compreensão.
Sorrir, porém, pode ser uma tarefa difícil. A dor e o cansaço tornam, por vezes, o sorrir muito árduo. Se há fortaleza interior então há sorriso, mas dorido. Perguntaram um dia a uma doente em grande sofrimento: "Como te sentes?". A resposta foi desconcertante: com um sorriso-dorido respondeu: "dói-me tudo".
Mas como anda desvirtuado o sorriso! Será que podemos chamar sorriso o que vemos no rosto dos que assinam os "tratados de paz e cooperação"? Não, o que vemos não passa de um esgar.
E termino com uma frase que vinha num calendário de bolso que me deram: "Não critique, ajude; não grite, converse; não acuse, ampare e... não se irrite, sorria".
(Maria Fernanda Barroca)
domingo, 23 de setembro de 2007
Indecisão

Sei que, seja qual for a minha decisão, terei o teu apoio incondicional. E que a felicidade surgirá, seja sob a forma que for.
(In) Satisfacção

Ontem, tive oportunidade de sentir algo tão contraditório como os meus próprios pensamentos. Ver uma situação muito desejada enquadrada num contexto intolerável.
E se o facto da situação ser realmente boa me traz imensa alegria, confesso que senti vontade de fugir daquele contexto, de o alterar para outro bem diferente... Mas a vida ensina-nos que nem tudo é como nós idealizamos, e que o processo de "maturação" passa exactamente por termos de abdicar de coisas sem as quais não nos imaginamos.
No momento de alegria, senti-me bem, feliz por estar viva e ter oportunidade de poder experimentar uma sensação tão divina.
No momento de tristeza, senti-me grata por ter o privilégio de viver e ter momentos maus que me fazem dar valor aos bons.
Portanto, estou feliz!
sábado, 22 de setembro de 2007
Identidade

* Eu falo sozinha. Muito. Podem conversar e perguntar-me o que quiserem saber de mim durante o meu sono, que eu conto e nem me lembro do que contei no dia seguinte.
* Odeio que me interrompam quando estou a falar!
* Não aprecio salada de tomate, mas adoro o molho que fica depois no prato.
* Gosto muito de ler, principalmente romances, e adoro comprar livros.
* Odeio ir ao médico, só vou quando estou morrendo (sobretudo se falarmos de dentistas...).
* Não sou fotogênica, talvez por odiar que me fotografem! .
* Esqueço datas de aniversário. Já cheguei inclusive a esquecer-me do meu.
* Pareço estar longe e sou muito sossegada na maior parte do tempo, mas quando a ansiedade
ataca, sou terrível e insuportável.
* Não uso relógio. A sensação de ver o tempo a passar torna-me irrequieta.
* O meu pai costumava chamar-me "Xani", até ao dia em que lhe pedi para não o fazer.
* Não gosto de ovos fritos.
* Quando fico apaixonada, perco completamente a concentração para a maioria das coisas.
* Um dos meus desportos favoritos é fazer compras.
* Estou sempre com frio nos pés. Durante o verão, gozam muito comigo por andar de meias
quando estou em casa.
* Ouço o "Oceano Pacífico", da RFM, antes de dormir.
* Para acordar, tenho dois despertadores. Se me esquecer de ligar um deles, adormeço com facilidade. E gosto de acordar em cima da hora.
* Tenho medo de alturas e aranhas.
* Adoro surpresas, daquelas que são completamente inesperadas e nos provocam calafrios. Fico durante horas com um sorriso "estúpido" na cara...
* O filme da Disney que mais gosto é "O Rei Leão".
* Adoro o cheiro de incenso, e de estar rodeada de velas acesas no meio da escuridão.
* Sou curiosa e discreta em proporções torturantemente iguais.
* Fecho os olhos pelo menos uma vez enquanto estou a comer um chocolate ou algo que ache muito gostoso.
* Adoro gatos, e costumava levar todos os animais perdidos para casa, até ao dia em que a minha mãe se chateou comigo...
* Quando fico irritada, fico quieta, mas começo as mexer incessantemente as mãos .
* Fico extremamente triste no natal.
* ...
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Desemprego
Poderá parecr estranho, mas não estou preocupada com esta situação. Acredito que mais tarde ou mais cedo irá surgir algo bem interessante.
Para já, vou passar 2 semanitas a promover enchitos num hipermercado da Figueira. Depois, logo se vê!
A falta de emprego apenas afecta que se sente afectado por ela, e eu sei que a qualquer momento poderei começar a trabalhar, desde que esteja disposta a sujeitar-me às vagas oferecidas pelo mercado. Se me vir "apertada", posso perfeitamente trabalhar num café ou num qualquer restaurante onde seja necessário haver uma funcionária alegre, bem disposta, simpática... (modéstia à parte, obviamente!)
De qualquer forma, não estou parada à espera que caia algo do céu. Tenho-me empenhado na busca de uma oportunidade. Talvez por isso a preocupação não assombre os meus dias, e o medo de dias cinzentos esteja a léguas...
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Obrigada
Só te peço para não me pedir nada impossível, como esquecer-te! Pede antes ao sol para deixar de brilhar, ou à Terra para deixar de girar... Mas não me peças para apagar este sentimento. Não depois de tudo o que houve... Não tenho rancor do passado. Foste honesto comigo, dizendo que estavas a cometer um erro.
Nem me perguntas se já conheci alguém, porque não é o que quero. Poderia conhecer dezenas de pessoas, neste momento, que nada mudaria o que sinto por ti!
Se por momentos preferi voltar atrás e apagar os nossos encontros, vejo agora que precisei realmente deles. Precisei daquela conversa na praia e tudo o que se seguiu...
Obrigada pela amizade que resta!
domingo, 2 de setembro de 2007
Amor
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar comigo, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas de quem gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante para mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Só quero que o meu sentimento seja valorizado.
Quero poder ter sempre um sorriso estampando no rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu lado.
Quero poder fechar os olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que lhe faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar das minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesma.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para lhe mostrar que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe a minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante para mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Feliz
Há momentos maus, sim! Mas vou fazer com que os momentos bons excedam os maus, e os maus irão diminuindo, tenho a certeza...
Recordo momentos em que me senti realmente bem, e vejo que tudo à minha volta era perfeito. Nos dias de ir aos bancos, sei que se estiver bem comigo mesma, tudo à minha volta acontece naturalmente: os semáforos passam a verde, as filas de espera só acontecem atrás de mim e não há cheque que dê problemas... E acredito que isso se deve ao meu estado de espírito naquele momento, que por estar bom atrai o bem.
Basta conseguir multiplicar os momentos de bem estar para este ser realmente o meu estado normal, e tenho a certeza que irei conseguir. Pois o que quero já é meu!
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Os 7 pecados mortais...
IRA: Culpada ou inocente? Sinceramente, não sei! Talvez já tenha tido momentos de ira, em que nada nem ninguém me acalma. Mas geralmente este é um sentimento que dirijo para mim mesma… Seja como for, declaro-me culpada!
ORGULHO: Culpada! Sou muito orgulhosa. Mais do que gostaria. E não estou apenas a falar do orgulho de ser ou ter algo, mas também daquele orgulho presunçoso de não pedir perdão, de não dar o “braço a torcer”!
AVAREZA: Apenas utilizo a avareza no sentido da ambição, mas nem essa ambição é desmedida. Dou tudo o que posso a quem precisa, começando pela minha amizade. Não olho a custos quando é necessário e indispensável. Ponho a saúde, a família e os amigos (não necessariamente nesta ordem) à frente de tudo. Prefiro desistir de algo a magoar algum destes elementos. Finalmente: inocente!
INVEJA: Só se for dos pássaros, por voarem tão bem… Cada um tem o que tem, e quem não tem o que pretende tem que lutar. Enquanto se luta, não há tempo a perder com a inveja, cobiça, ciúme. Desta também estou livre: inocente!
LUXÚRIA: Inocentíssima. Sou muito simples e odeio dar nas vistas. Naturalmente, gosto que reparem em mim, mas apenas por quem sou, e por gostarem de estar comigo. Não por exibir algo que não tenha a ver comigo.
PREGUIÇA: Admito… Culpada! É um dos meus maiores defeitos, mas também não é algo que controle a minha vida. Quando meto mãos à obra, não há preguiça que aguente e não gosto de ver ninguém parado a olhar para mim. Mas se puder, numa manhã chuvosa, ficar no conforto do meu leito…
domingo, 26 de agosto de 2007
Desilusão/Mágoa
Pensamos conhecer alguém o suficiente para meter a mão no fogo para a defender, mas a determinado momento percebemos que há sempre algo mais para saber. Os ideais que até então eram defendidos foram violados, e deixamos de conhecer o amigo que pensávamos ser tão íntegro e correcto.
Por vezes, basta uma palavra para percebermos que estávamos enganados a seu respeito. Outras vezes, só nos apercebemos do nosso erro após longas conversas, em que nos são reveladas as falhas, os erros...
Não gostamos menos do amigo, mas sentimos uma mágoa imensa por ter acreditado que a vida podia ser perfeita no meio da sua imperfeição. Se um dia acreditámos que a "cara metade", a outra "metade da laranja" existia, de facto, hoje percebemos que esta ideia infantil de felicidade nos foi imposta quando precisávamos de acreditar nela, sem contudo ser verdade que um dia a viríamos a verificar...
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Belchior...
Acabo de chegar de Viana do Castelo. Mais precisamente de uma aldeia chamada Meixedo, onde a tranquilidade e calma foram abaladas nos últimos meses, tendo agora encontrado o limite com a morte de um menino que completaria em Setembro 5 anos de idade. Cinco anos, meu Deus… Não teve tempo para conhecer da vida senão dor e sofrimento, embora a sua força nos tenha a todos dado fé enquanto o seu pai o acompanhava nos corredores do Instituto de Oncologia do Porto. A sua irmã, de apenas 7 anos, pensou por momentos ser uma heroína, ao dar ao seu irmão o que ele mais precisava: medula óssea. Mas nem a bondade e o amor dos que o rodeavam evitaram que o pior acontecesse, no fatídico dia 21 de Agosto de 2007.
Não há palavras que descrevam a dor de todos os que o acompanharam até ao fim. Nem há palavras que descrevam a sua força, o seu amor, a sua dedicação…
Este não é um Adeus, pois nunca iremos esquecer o Belchior… Mas é um Até Sempre que guarda imensa saudade e carinho por aquele menino moreno, sempre disposto a brincar, a rir e a dar força aos outros, quando as dele já se tinham esgotado…
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
domingo, 19 de agosto de 2007
Adorei os dias que tive oportunidade de passar nesta cidade Espanhola, e pela qual não nutria interesse nenhum há pouco mais de uma semana. Mas depois de lá chegar e conhecer alguns monumentos fantásticos, apaixonei-me pela beleza e pela boa conservação de Sevilha.
A manutenção, restauração e aproveitamento dos edifícios é espantosa, e transforma a cidade num local encantador. Tive oportunidade de verificar que as construções recentes são pouquíssimas, pois todos os prédios têm a sua parte de história, que lhes dá uma beleza inimaginável.
Quanto ao que de facto me levou a Espanha, não estou menos maravilhada e surpreendida. Já sabia que a Isla Magica é fascinante e encanta quem ousa penetrar-lhe, mas ver tamanho mundo com os meus próprios olhos foi de facto inesquecível.
Tive oportunidade de relembrar a minha meninice nos carrosséis mais infantis e alcançar um mundo novo nas atracções mais inebriantes que alguma vez experimentei.
Aconselho a qualquer um esta visita.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Sexta-feira, 10 de Agosto de 2007
Amanhã, a aventura irá começar. E lá vou eu para Sevilha conhecer as emoções que a Isla Magica está pronta para oferecer aos seus visitantes, e a cultura com que a cidade nos irá enriquecer.
O meu principal objectivo é afastar-me, mesmo que por breves momentos, do ambiente que todo a ano me acolhe e partilha as minhas tristezas, desilusões, dúvidas, frustrações… Esquecer por uns dias que pertenço a um mundo real, onde as pessoas que nos são próximas despertam em nós sentimentos por vezes contraditórios. Não me refiro ao extremo “amor/ódio”, mas sim à “amizade/desilusão/distância/esquecimento/…”. Mas durante três dias irei estar afastada deste ambiente, sem contacto com ele, sem o stress dos telemóveis, sem a preocupação de ver constantemente se chegou o correio pelo qual tanto anseio, sem a preocupação de magoar com palavras cruéis as pessoas que amo, sem ansiar por uma palavra amiga daquela pessoa que sempre me acompanharam, mas que agora estão afastadas, sabe-se lá porquê…
Se há uma frase que para mim diz tudo, é a seguinte: “ O verdadeiro amigo partilha contigo as alegrias quando o chamas, mas não precisa que lhe peças o ombro para estar contigo nos momentos de tristeza”. Talvez todos nós cometamos o mesmo erro de aguardar que nos digam “Hei… Eu estou aqui e preciso de ti!” em vez de perguntar, de dar o primeiro passo.
Mas deitando as tristezas pela janela… Apesar das desilusões, também tenho conhecido ou cultivado a amizade com pessoas que sem fazer nada por isso me dão provas da sua sincera amizade, da sua sentida preocupação, do seu interesse desmedido por aquilo que somos… E isso faz-me sentir realmente bem!
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Finalmente...
Os últimos dias não foram fáceis. Desde um namoro a chegar ao fim até à revelação da personalidade da pessoa em questão, foi apenas uma questão de tempo. Talvez isso sirva para não me arrepender das minhas escolhas, apesar de toda a gente compreender as minhas razões.
Percebi que nunca iria ter futuro ao lado do meu ex devido à acumulação de créditos. Tal facto iria impedir a concessão de um crédito habitação, e essa é uma realidade que terei de aceitar... ou combater como posso. Dado isso, resolvi afastar-me e verifiquei que, até ao momento, esta foi a melhor opção.
Depois de todas as experiências que tive, sei que não iria aguentar mais essa desilusão, e por isso segui em frente. Posso continuar a não ser feliz, mas a relação que mantinha não era propriamente a ideal. E acredito que até alcançar essa felicidade de que toda a gente fala, é apenas uma questão de tempo.
De resto, as férias aproximam-se a passos largos, embora cada um desses passos pareça demora uma eternidade a ser dado. Mas não tarda, poderei experimentar as sensações da Isla Magica, em Sevilha, e guardar imagens que me irão animar até ao próximo verão.
sábado, 14 de abril de 2007
Primavera
Não sei se o meu cúmplice de CR ainda lê este blog enfadonho, mas se ler, e sendo esta a única forma segura que nos resta para comunicar, quero apenas lembrar que quando quiseres, podemos voltar lá.
Espero que o assunto seja mais alegre, mas mesmo não o sendo, sabes que podes contar com o túmulo que é a nossa sincera amizade.
Fora isso, a minha vida nunca esteve melhor. O trabalho está óptimo, sendo as tarefas que me são atribuídas cada vez mais importantes, uma vez que requerem cada vez mais responsabilidade. E embora coloque há cerca de um ano o trabalho em primeiro lugar, arranjo agora tempo para dedicar a quem me tem apoiado imenso, não só com a sua paciência, confiança e sábios conselhos, mas também com o seu amor e carinho infinitos.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Adeus
Já há algum tempo que sabíamos que iria chegar o duro momento da despedida, e todos confessámos que não esperávamos que demorasse tanto a chegar, mas agora também percebemos que não conseguímos preparar o suficiente para receber a notícia.
Relembrei inúmeros momentos passados com ele, e todos eles são belos e cheios de sentimentos. Sempre pude contar com ele, e ele sempre olhou para os netos como as coisas mais lindas deste mundo. O nascimento da minha afilhada deu-lhe anos de vida em apenas algumas semanas, e era um prazer ver a cumplicidade que os unia.
Mas a vida tem dessas coisas. Quando tudo parece estar bem, algo acontece que nos faz pensar na razão de existir.
Em apenas dois dias, voltei a pesar os prós e os contras da minha existência. Primeiro com o acidente do Nuno na segunda-feira, e depois com a morte do meu avô na quarta. Mas sei que tenho de ter força, que não me posso deixar ir abaixo e sobretudo, que tenho amigos maravilhosos prontos a dar-me a mão sempre que eu precisar.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
Depois do meu regresso ao trabalho, em Outubro, tenho-me aplicado mais nas tarefas diárias, e isso tem-me esgotado bastante, embora este cansaço seja de certa forma gratificante. Sinto finalmente que sou útil e que a minha ausência faria alguma diferença se tivesse de ser sofrida.
Por outro lado, tenho o meu avô internado, em coma, no Hospital da Gala, e daria tudo para o tirar de lá, mas a verdade é que ele não se levantará jamais para voltar para casa. De qualquer forma, a força dele tem sido notada por todos. Contudo, não sei se rejubile ou não ao saber que ele tem aguentado com imensa agonia os últimos tempos.
A passagem de ano foi uma "treta". Adorei ter a companhia da Mónica, do Nuno e do Edgar. Seriam certamente as pessoas que escolheria para me divertir, não fosse a dor que sinto sempre que penso no meu Silvério.
Mais do que nunca, tenho pensado ultimamente nos momentos de alegria que o meu avô me proporcionou, e continuo a sentir a falta de lhe dizer o quanto gosto dele, embora o repita constantemente em secretos desabafos. No silêncio que reina junto à cama 3 da Medicina, grito a pleno pulmões que daria a vida para o ver bem, mas ninguém me ouve. Talvez por entre alguns murmúrios ele me ouça, como por telepatia. Pelo menos, reina no meu peito essa esperança, juntamente com a certeza de que o nome dele jamais sairá do meu coração.
E enquanto dedico estas palavras ao meu avô, o tempo passa, incessante. O tempo do qual esperamos tanta vez que nos traga coisas boas, momentos felizes, reencontros emocionantes. Este tempo que por vezes parece tão parado, mas que passa tão depressa quando menos queremos. Enfim, o mesmo tempo feito de longos minutos que nos traz as más e as boas notícias.
E como nem agora o tempo parou, tenho de seguir em frente, para que um dia o meu avô, de onde quer que seja, se possa orgulhar de mim.